sábado, 12 de novembro de 2011

Porto Alegre - Seminário Clínico e Teórico: A Psicologia Arquetípica de James Hillman


Seminário Clínico e Teórico: A Psicologia Arquetípica de James Hillman

Porto Alegre (RS)

Em 1970, James Hillman, no posfácio escrito para o editorial da Revista Spring, afirma que "as expressões: junguiana, analítica e complexa nunca foram escolhas felizes nem adequadas à Psicologia que tentavam designar". Impelido pela ousadia Puer que o caracteriza, Hillman inova e introduz uma nova denominação que desdobrará seus efeitos tanto na teoria quanto na prática e mesmo neste estranho lugar chamado vida. Seu nome? Psicologia Arquetípica.

Ao escrever "Por que Psicologia Arquetípica?", Hillman inaugura um segundo momento dentro do campo junguiano, empurrando o pensamento para além do nível que Jung havia ensinado.

Em Hillman e em seus escritos, conjugam-se um panteão de possibilidades míticas. Da violência argumentativa de Ares ao senso estético de Afrodite, das armadilhas intelectuais de Hermes ao aspecto nômade e errante de Dioniso, do amor erótico pelas ideias ao caráter apolíneo de sua erudição. Seus textos são cenários e paisagens por onde desfilam os Deuses que compõem o seu particular politeísmo.

De lá pra cá, poucas coisas deixaram de ser rasuradas pelas letras provocativas do método imaginativo e estético de "Fazer Alma" de Hillman. Muitas das múltiplas dimensões da vida psíquica foram tocadas por suas palavras: Cidade, economia, arquitetura, animais, sonhos, transportes, educação, violência, justiça, mitos, homens, alquimia, crianças, literatura, paranóia, mulheres, guerra, terrorismo, cristianismo, política, amor, histeria, ecologia, Beleza e, principalmente, Jung e seus escritos.

Porém, é momento de parar e perguntar: Qual o legado da Psicologia Arquetípica para os dias atuais? Como dimensionar sua importância e consequências sobre os estudos junguianos?

Para alguns, a Psicologia Arquetípica é pensada como o mais criativo e consistente movimento pós-junguiano; para outros, se tornou uma pálida imagem - ingênua, nostálgica e obsoleta - do que um dia se propôs a ser.

Nosso desejo neste seminário é colocar à Psicologia Arquetípica no alvo de nossas discussões e questionamentos. Sem metáforas. Literalismo às avessas. Alma in extremis.

Há lugar para a Psicologia Arquetípica em pleno século XXI?

Queremos colocar sob atrito e tensão as idéias que nos orientam há quatro décadas. Trata-se de tentar esvaziar qualquer adesão ingênua ao pensamento de Hillman, e sim "colocá-lo à prova" para, deste modo, melhor poder usufruí-lo e, quem sabe, continuar a afirmá-lo.

Afinal, o que a Alma quer da Psicologia Arquetípica?



Coordenação: Marcus Quintaes, psicanalista junguiano, membro fundador dos grupos Himma: Estudos em Psicologia Imaginal (SP), Rubicão:Travessias Junguianas(RJ) e da IAJS. Coordenador de seminários sobre o pensamento pós-junguiano e a psicologia arquetípica de James Hillman no Rio de Janeiro e São Paulo. Autor do livro "Letras Imaginativas: Breves ensaios de Psicologia Arquetípica".

Organização e informações: carla.sov@hotmail.com / (51)9805-2131

Início: Dezembro (2011) ou Fevereiro (2012) - Encontros Mensais

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